Ex-Globeleza Valéria Valenssa conta sua trajetória em biografia: “Pegava voo pintada”


Valéria Valenssa, a eterna Globeleza, vai ganhar uma biografia escrita por Laura Bergallo e Joseane Duarte, que conta a trajetória da moça que ficou por 15 anos no ar com o corpo coberto por pinturas nas vinhetas de Carnaval da TV Globo. “Será como um conto de fadas. Ela passou por todas as expectativas de uma menina vinda do subúrbio que conseguiu chegar à fama e, um dia, foi substituída. Por isso ela sofreu depressão e não saía de casa”, diz Laura. Valéria diz que se recuperou do baque quando se converteu à religião evangélica. Hoje, aos 42 anos, ela se dedica integralmente à família e a uma igreja que abriu no bairro do Jardim Botânico, no Rio.

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Está preparada para ver sua vida exposta?

Fiquei assustada e a ficha ainda não caiu. Minha vida já é um livro aberto e não quero escrever uma maquiagem. As pessoas conhecem a Valéria que ficou 15 anos no ar e fazia sucesso. É muito difícil se manter tanto tempo no auge. A editora enxergou minha história como um conto de Cinderela.

Sempre quis ser famosa?

Aos 8 anos já sonhava em ser chacrete, viajar, ganhar dinheiro, ser famosa. Nasci na Pavuna (subúrbio carioca), ou seja, as pessoas achavam que eu era louca por sonhar tão alto. Vivia um mundo irreal. Acho que me tornar um sucesso foi um dom.

Incomoda ser a ‘eterna Globeleza’?

Isso faz parte da minha vida. Na verdade eu só queria ser chacrete. Deus me deu a oportunidade de trabalhar para a quarta maior TV do mundo, conhecer o Hans (Donner, marido de Valéria) e construir uma história. O meu trabalho era um pouco cruel. Tinha que estar com o corpo bonito, ter carisma e sambar bem. O povo brasileiro é muito exigente e ele tinha uma referência que era eu. Tem muita gente que é insubstituível e não dá para colocar outra no lugar.

Pensou em fazer outra coisa?

Cheguei a fazer aula de canto e fiz um musical além de pequenas participações, mas nada que eu me envolvesse muito. Na verdade não tinha muito tempo, porque não tirava férias e rodava o país com o corpo pintado para fazer apresentações. Pegava voo pintada para não perder tempo.

Sente falta daquela época?

Não, porque aproveitei todos os momentos e não teria mais paciência. Não estava preparada para sair do posto e fiquei muito chateada da maneira como foi. Entrei em depressão profunda e fiquei seis meses sem sair de casa. Minha terapia eram meus filhos. Até que fui convidada para fazer parte de um encontro. Não tinha uma religião e tive um encontro mágico com Deus. Passei a ler mais a Bíblia e hoje tenho uma Igreja Batista. Até hoje danço, mas em festinhas com meus filhos.

 

FONTE:EPOCA