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Série D: River-PI vence o Ypiranga por 2 a 0 no Albertão


O galo, imbatível em casa, agora vai ao Rio Grande do Sul, no dia 31, para tentar assegurar uma vaga na final da competição contra o vencedor do confronto Botafogo de Ribeirão Preto e  Remo, que jogam a partida de ida neste domingo.

 

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O River dominou a partida e merecidamente saiu de campo com a vitória por 2 a 0 sobre o Ypiranga de Erechim, neste sábado à noite, em Teresina, no Estádio Albertão, na partida de ida pelas semifinais da Série D do Brasileiro. Só que os gaúchos têm motivos para sairem revoltado. Afinal, o confuso árbitro Paulo Salmázio não deu dois pênaltis a favor do time. Os gols do Ríver foram de Eduardo, um em cada tempo. Com a vitória, o time piauiense pode perder por até um gol no duelo de volta, no Rio Grande do Sul, no dia 31, para assegurar uma vaga na final da competição contra o vencedor do confronto Botafogo de Ribeirão Preto e  Remo, que jogam a partida de ida neste domingo.

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O primeiro tempo foi bem movimentado, com os times buscando o gol. Porém, a partida passou a pegar fogo a partir de um erro incrível da arbitragem. Aos 29 minutos, numa bola levantada para a área do time da casa, o atacante João Paulo subiu com o zagueiro Índio, que foi com o braço aberto e tocou nitidamente o braço na bola. O pênalti indiscutível não foi marcado pela arbitragem e deixou o Ypiranga nervoso em campo.

A partir daí, empurrado pela torcida, que acordou, o time de casa foi ao ataque e construiu uma série de chances, sempre pela esquerda do ataque. Aos 34, Rogério mandou uma bomba que Carlão jogou para escanteio. Após a cobrança, Rafael Araújo chutou em cima das pernas de Carlão. Três minutos depois, Fabinho foi ao fundo e cruzou. O zagueiro Fernando tentou cortar. Seria gol contra se o goleiro Carlão não fizesse grande defesa, mas Eduardo ficou com a sobra e abriu o placar. No minuto seguinte, após novo cruzamento de Fabinho, Eduardo entrou livre e perdeu gol incrivel, dentro da pequena área cabeceando na trave.

– Fomos prejudicados. Um pênalti fora de casa, com o torcedor em cima? Seria perfeito. Se saíssemos com 1 a 0 a pressão aumentaria. E foi a penalidade mais clara possível. O juiz até pôs apito na boca e não deu – disse o atacante João Paulo.

No segundo tempo o Ypringa ganhou força ofensiva com a entrada de Branquinho no lugar de Preto e passou a criar um pouco mais. Porém, o Ríver também chegava bem e aos 16 minutos teve oportunidade  numa trama que começou com Thiago Costa, chegou até  Esquerdinha e este tocou para  Toti chutar com perigo. Mas as duas chances maiores foram do Ypiranga. Um chute de Maycon que Naylson foi bem e uma cabeçada do volante Costa, aos 29 minutos, que foi na trave do goleiro piauiense.

Aos 34 mais um lance polêmico. Num ataque do Ypiranga, Robson foi calçado na área e o juiz não deu o pênalti. Nos minutos finais, o River foi para cima, quase marcou numa bomba de Fabinho que Carlão espalmou aos 39. Porém, aos 43 minutos, Lucas chutou, o goleiro Carlão defendeu parcialmente. Fabinho conseguiu chegar na bola e cruzou novamente para a área. Eduardo apareceu e marcou 2 a 0.

– Conseguimos um resultado importante. No fim do jogo nos defendemos com tudo. Ampliamos o placar e num mata-mata um gol faz a diferença – disse o treinador Flavio Araújo.

O lateral Laerte, do Ypiranga, por sua vez, reclamou demais da arbitragem, mas também disse que o time gaúcho deixou a desejar

– Nosso time pecou perdendo várias bolas. E sem desmerecer o Ríver, que jogou bem, mais uma vez  ocorreram coisas no campeonato que não da para explicar. Tivemos pênaltis que poderiam mudar a história do jogo. Aquela bola na mão do primeiro tempo, não dá. Cabe a CBF rever a arbitragem. Todos reclamam – disse.

Jornal da Parnaíba