cristiano_ronaldo_bola_de_ouro

Tri na Bola de Ouro aos 29 anos, CR7 quer mais: “Sou jovem”


Espetacular. Fantástico. Assombroso. Monstruoso. Os adjetivos são vários. E, ao mesmo tempo, insuficientes. Ele não se cansa. E está no topo do planeta novamente. Nesta segunda-feira, em festa realizada em Zurique, Suíça, com todo o glamour que os maiores craques do futebol merecem, Cristiano Ronaldo superou Lionel Messi e Manuel Neuer e, com 37,66% dos votos, foi eleito pela terceira vez na carreira o melhor jogador do mundo. A Bola de Ouro entregue pela Fifa por causa do desempenho do português em 2014 se juntará às premiações já conquistadas por ele em 2008 e 2013. Cristiano Ronaldo, definitivamente, cavou ainda mais espaço na história

receber pela terceira vez o maior reconhecimento que um jogador de futebol pode ter na vida, o atacante do Real Madrid, 29 anos, juntou-se a simplesmente outras duas lendas do time merengue e do futebol mundial: Ronaldo e Zinédine Zidane. Todos foram eleitos melhor do mundo por três vezes.  À frente deles, há apenas um homem: Lionel Messi – dono de quatro conquistas entre 2009 e 2012, e que, pelo desempenho de 2014, ficou na segunda posição com 15,76% dos votos. O goleiro Manuel Neuer foi o terceiro mais votado por jornalistas, capitães e técnicos de seleções nacionais (15,72% dos votos).

Tudo bem, o alemão foi campeão mundial com a Alemanha e conquistou títulos nacionais com o Bayern no ano passado. E Messi é Messi. Mas ninguém foi melhor do que Cristiano Ronaldo em 2014. Principal jogador do Real Madrid, o português liderou a equipe ao título da Copa do Rei da Espanha e também à conquista da tão desejada décima Liga dos Campeões da Europa da história do clube – sem falar na Supercopa da Europa e no Mundial de Clubes faturado há algumas semanas.

Mas, mesmo se não tivesse erguido nenhuma taça, o camisa 7 certamente levaria a Bola de Ouro da Fifa. Ronaldo não teve um 2014 humano. Foi praticamente extraterrestre em um ano no qual Messi sofreu com lesões e Neuer não chegou ao seu nível de atuações. Em 2014, o português jogou 60 partidas. Teve média de mais um gol por jogo. No total, foram 61 redes balançadas e 22 assistências no ano. Isso sem falar em algumas marcas históricas alcançadas pelo português entre 1º de janeiro e 31 de dezembro.

É impossível citar todas: o atacante se tornou o maior artilheiro da história da seleção portuguesa, bateu a lendária marca de Mazzola como maior goleador em uma só edição da Liga dos Campeões, colocou o seu nome no topo da lista dos jogadores que mais fizeram gols na Eurocopa e também passou Raúl no ranking dos maiores artilheiros da Champions em todos os tempos.

O único ponto baixo do ano de Cristiano Ronaldo foi a Copa do Mundo – que presenciou brilho de Messi e Manuel Neuer, mas que se tornou irrelevante perto da superioridade do português no restante de 2014. O alto nível apresentado pelo camisa 7 em toda a temporada cobrou o seu preço perto do início do torneio realizado em solo brasileiro.

Cristiano Ronaldo, que já atuara baleado na final da Liga dos Campeões da Europa, em maio, chegou destroçado à Copa do Mundo. Uma tendinite no joelho esquerdo quase custou a participação do craque na principal competição do futebol. Mas ele jogou. Apenas três partidas, mas jogou. Fez um gol, encerrou a primeira fase como maior finalizador do torneio, mas se despediu sem ao menos disputar o mata-mata. Nada que impedisse a glória já no primeiro mês de 2015…

Fonte: Terra